As mulheres da Rede Emaranhadas marcaram presença histórica na Marcha Mundial do Clima, realizada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Levando suas vozes, histórias e lutas ancestrais em defesa da Amazônia e da vida, a delegação transformou o ato em um manifesto vivo de cantos, passos firmes e forte potência coletiva.
A participação da Rede reforçou o protagonismo feminino na resistência territorial e o compromisso urgente com a construção de um futuro climático viável. Mais do que debater dados técnicos, as integrantes levaram para os holofotes globais a realidade de quem protege as florestas e as comunidades no dia a dia.
A força que ecoou nos debates internacionais é a mesma que sustenta as ações locais da rede. O impacto global só faz sentido quando se transforma em fortalecimento dos territórios. Ao relembrar sobre a caminhada, Deuza Brabo, coordenadora da Rede Emaranhadas, reforça o quanto o trabalho coletivo dentro das comunidades é essencial para o futuro:
“Relembrar tudo o que vivi durante a COP 30 em Belém é reviver emoção, correria, encontros, aprendizados e muita entrega. Cada atividade, cada troca, cada sorriso no meio do caos e da potência desse momento histórico deixou marcas profundas. (…) Seguimos com a certeza de que a gente trabalha, sim , mas trabalha com amor, propósito e compromisso. Porque quando é feito com afeto, vira luta bonita, vira memória e vira futuro.”
Tanto a Rede Emaranhadas quanto o projeto Reocupa integraram juntos a Cúpula dos Povos, onde comunidades, juventudes e coletivos populares trocam saberes, planos e estratégias de resistência a partir da valorização da Amazônia.











