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Em celebração ao Setembro Amazônico, a V Feira Emaranhadas ocupou o centro de São Luís com o tema “Mulheres e suas resistências para o Bem Viver na Amazônia Maranhense”. O evento reuniu 21 expositoras da Rede Emaranhadas e empreendedoras de comunidades rurais e da periferia da Grande Ilha, movimentando mais de R$ 6 mil em vendas através de uma programação que uniu geração de renda, formações e manifestações culturais.






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A iniciativa consolidou-se como um espaço estratégico de fortalecimento econômico e político para as mulheres da região. Durante a feira, o público pôde acompanhar de perto o potencial do empreendedorismo comunitário e o compromisso das participantes com o desenvolvimento sustentável e a preservação do bioma amazônico no território maranhense.
Como parte de uma agenda de valorização do bioma, como o Setembro Amazônico, as feiras sócio bioeconomia são iniciativas que contribuem com a perspectiva de proteção da floresta através da valorização dos povos que existem nela. A Praça Deodoro tornou-se um espaço compartilhado de celebração à economia criativa e solidária, o trabalho coletivo e a construção de soluções práticas para enfrentar as mudanças climáticas, preservando florestas, águas e toda nossa sociobiodiversidade.
Segundo Karol Ramos, coordenadora geral da feira e da Rede Emaranhadas, marcar o Setembro Amazônico com a Feira Emaranhadas é reafirmar que a Amazônia não é só floresta, mas também pessoas, em especial as mulheres que a habitam, cuidam e resistem todos os dias. Demarcar esse momento no calendário nacional é um chamado à defesa da vida e dos territórios. Celebrar essa data é também fortalecer a nossa cultura, os nossos saberes que garantem bem viver para as comunidades amazônicas, afirma.
Cerca de 34% do território maranhense é amazônico, além disso boa parte dos seus municípios está dentro da Amazônia Legal, o que é significativo ao pensar como o estado deve ser marcado por ações e políticas ambientais. Logo, a Feira Emaranhadas é uma ação a fim de celebrar o bem-viver centenário das comunidades. Essas mulheres são guardiãs de não apenas um estilo de vida, mas uma nova visão de mundo: elas impulsionam iniciativas de geração de renda, mantêm tradições culturais vivas e fortalecem redes de solidariedade.
Nesse sentido, as mulheres amazônidas são o centro do protagonismo das ações de preservação. A feira é, portanto, um espaço de visibilidade e reconhecimento dessas resistências femininas que se entrelaçam com o cuidado com a terra, a floresta e o bem viver coletivo.
A Feira também buscou ser mais ampla e diversificada. Além da exposição de diversos produtos, houveram oficinas de autocuidado e saberes manuais, como a de macramê. Outro ponto forte desta edição foi a Tenda de Saberes, onde a quilombola Socorro, da comunidade de Cocalinho (Parnarama/MA), compartilhou seus conhecimentos ancestrais sobre plantas medicinais e práticas tradicionais de cuidado.
Já a programação cultural trouxe ao público atrações da cultura popular como o Tambor de Crioula de Mestre Apolônio, a discotecagem da DJ Gabi Leão e a performance de samba e axé da cantora Luciana Pinheiro. Uma celebração da cultura maranhense em diferentes segmentos musicais.
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Cada edição fortalece o sentido de pertencimento e coloca em evidência o papel das mulheres como agentes de transformação social, política e econômica na Amazônia Maranhense.
Ao longo de suas quatro edições, a Feira Emaranhadas vem reunindo agricultoras de comunidades rurais e das periferias da Grande Ilha. Além das edições centrais, a Rede também já realizou uma edição itinerante da feira, na comunidade de Mojó, em Paço do Lumiar, com objetivo de potencializar a autonomia econômica das mulheres, estimulando a circulação de produtos feitos a partir da agricultura familiar, do artesanato, da culinária tradicional e da economia solidária.
Dessa forma, a feira fomenta vínculos comunitários, promove formação e reforça a luta pela permanência das mulheres em seus territórios com dignidade.
A Feira Emaranhadas é uma realização da Rede Emaranhadas, com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), em parceria com o Coletivo Reocupa e colaboração da Associação Comunitária de Produtores e Hortifrutigranjeiros de Tendal Mirim e do Grupo Mulheres Unidas Cidade Nova.
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