Neste domingo (05), a Rede Emaranhadas finalizou a campanha Salve o Rio da Ribeira com uma importante conquista: o recebimento de novo laudo emitido pela Secretaria de Meio Ambiente do estado do Maranhão (SEMA), sobre a poluição do Rio da Ribeira, que atravessa o Residencial Natureza, na zona rural de São Luís.

Lançada em novembro do ano passado, a campanha Salve o Rio da Ribeira tinha por objetivo fortalecer a comunidade em sua luta incessante na defesa do rio. A principal meta da campanha era conseguir, de forma inédita, o laudo emitido por órgão competente que pudesse diagnosticar o nível de poluição e, principalmente, a origem dela.
Em reunião, realizada na própria comunidade, a Rede Emaranhadas, representada por Deuza Brabo e Francyellen Dutra, fez a entrega simbólica do documento para a presidente da associação de moradores do Residencial Natureza, Hariadna Silva. Na ocasião, foram retomados os passos da campanha e a importância da conquista desse documento.
Para Deuza Brabo, mobilizadora da Rede e da campanha Salve o Rio da Ribeira, “com o documento em mãos, a comunidade tem mais respaldo e novo um novo desafio: exigir medidas da SEMA na fiscalização e monitoramento das empresas que despejam dejetos no leito do rio”, afirma.

O que diz o laudo
O laudo, fornecido pelo Laboratório de Análises Ambientais – LAA/SEMA, confirma o que a comunidade vem denunciando há anos: uma das empresas do entorno está despejando poluentes no rio. Há substâncias em quantidades irregulares que influenciam na qualidade da água do Rio da Ribeira, atesta o documento.
Destaca-se ainda a importância de dar continuidade à investigação sobre a poluição do rio, uma vez que há também outras empresas circunvizinhas ao território da comunidade, indicando como necessária uma averiguação dos lançamentos pelas empresas e análise da eficiência de suas unidades de tratamento (ETEs).
A campanha encerra mostrando que a força da sociedade civil organizada e de uma comunidade fortalecida, podem atender demandas e garantir a manutenção dos direitos humanos.