No último dia 29 de abril a Rede Emaranhadas retomou suas atividades, com uma programação diversificada no Residencial Natureza, com apoio das emaranhadas anfitriãs Silvia e Ariadna.

Na ocasião, colocamos em prática um dos eixos de nossa atuação em rede: o acolhimento e autocuidado coletivo que ao mesmo tempo denuncia violações em nossos corpos-territórios.
A vivência foi coordenada pela professora Lucrécia Greco, da Universidade Federal da Bahia, que compartilhou conosco dinâmicas de (re)descobertas e de memórias vivenciadas pelo corpo, para quem a experiência superou a expectativa dado o envolvimento das mulheres em todas as propostas colocadas por Lucrécia.

A programação que aconteceu ao longo do dia foi distribuída em:
boas vindas pelas anfitriãs e apresentação da Rede às mulheres da comunidade, seguida de dinâmica de apresentação de cada uma das presentes. Nesse momento, a provocação feita por Lucrécia foi para que cada mulher criasse um movimento corporal para seu nome, estimulando a interação e descontração para que elas se sentissem mais à vontade na vivência.
Após a apresentação, partimos para uma dinâmica de associação de desejos e obstáculos aos desejos que eram segregados entre as mulheres de forma circular com o objetivo de entender quais sonhos e impedimentos eram comuns a nós. E, pudemos perceber que a natureza livre de empreendimentos danosos era um desejo da maioria, assim como o desejo de saúde e bem estar.

Depois do almoço, retomamos as atividades com uma dinâmica que tinha como objetivo imprimir memória em movimentos do corpo. Então, fomos incitadas a relembrar o passado recente e distante, memórias de infâncias, o que promoveu um bate-papo frutífero sobre tradições, figuras e saberes ancestrais.
Além da participação das mulheres da Rede Emaranhadas, Ariadna e Silvia convidaram outras mulheres de sua comunidade que conheceram pela primeira vez o projeto.
Para dona Silvia, “o dia foi muito especial e ela aprendeu muita coisa… nós estávamos precisando muito dessa força, dessa energia”. Já Anunciação declarou que “essa partilha de energias, saberes e até de dores nos fortalece, nos dá a certeza que não lutamos sozinhas”.
