Aconteceu entre os dias 28 e 31 de julho, a décima edição do FOSPA – Fórum Social Pan-Amazônico, realizado em Belém do Pará.
A programação contou com mesas, painéis, caminhadas e uma extensa programação para debater a realidade amazônica a fim de contribuir com as ações populares de preservação da Amazônia e de seus povos.
Somos nós, mulheres as principais impactadas pelas injustiças socioambientais nestes territórios, tendo nossos corpos o principal território e amplamente violado pela violência patriarcal, racista, capitalista.

A Casa das Resistências femininas foi um espaço criado pelas mulheres amazônidas das florestas, campo e cidades e de diversas organizações e movimentos feministas voltado a possibilitar trocas, discussões e reflexões sobre outros modos de viver e sentir o mundo e que lança reflexões sobre temas que atravessam a pluralidade das mulheres em seus cotidianos e na América Latina.
As resistências femininas panamazônicas e anti sistêmicas apresentaram propostas para reflorestamento de mentes e vida com representantes de países latinoamericanos e foi um espaço para conhecer experiências e organizações, como a Red Latino Americana de Mujeres, Instituto PACS e para intercambiar saberes, inserindo o contexto das mulheres da amazônia maranhense.

Com questionamentos sobre como exercer o direito coletivo e o individual de nossos corpos, sobre a dificuldade de se pensar em outros direitos sem que sejam garantidos os direitos sociais exercidos a partir da implementação da proteção da mãe terra.
Na fala das mulheres fica evidente o quanto é violador ao nosso corpo as restrições de acesso ao nosso território, “ver uma planta sendo morta é nos matar aos poucos também”.
Como resultado, o FOSPA produziu uma declaração que apresenta um breve panorama da situação na Amazônia e consolida 15 propostas políticas e 16 ações concretas a serem realizadas. Veja aqui o documento completo.



